Na tarde desta quarta (21) uma inovação foi trazida aos participantes desta oitava edição do Fórum Mundial da Água: um tribunal simulado de justiça pela água.

A experiência contou com a participação de juízes de seis diferentes países, além de seis estudantes de diversas partes do planeta no papel de representantes de organizações internacionais.

Na ocasião, os estudantes tiveram que argumentar perante o tribunal em torno de duas questões: a primeira sobre as circunstâncias em que o direito internacional reconhece o direito dos rios como tendo personalidade jurídica, e a segunda se o direito internacional possui arcabouço legal adequado para responder às crises hídricas causadas pelas mudanças climáticas.

Após a apresentação dos estudantes, professores especialistas no tema comentaram as argumentações. A professora da Universidade Católica de Santos, Maria Luiza Granziera, que fez um dos comentários, ressalta que as questões colocadas foram bem complexas e novas para o direito internacional.

A estudante da Universidade de São Paulo, Natália Pires, que realizou uma das argumentações destaca a importância de ter participado deste momento para a sua carreira “foi uma oportunidade incrível, conheci juízes e estudantes de muitos países, culturas diferentes e estive em uma posição que é bem difícil estar”, disse.

O intuito da simulação foi compartilhar com todos os participantes do Fórum Mundial da Água e também com a comunidade global, o mais atual e mais alto nível de especialização jurídica para tratar de questões urgentes e reais envolvendo recursos críticos de água doce.